20 Fevereiro 2012

Rir é o melhor remédio


Fonte: Tiras do Euricéfalo

Pós-graduandos, contadores que estão preparando demonstrações para publicação, auditores - geralmente pulam mesmo o carnaval! #BusySeason

PIB da China em 2011


É comum ouvir dizer que o governo chinês manipula as estatísticas econômicas oficiais e que a China vive um grande esquema ponzi. Os números do PIB de 2011, divulgados pelas 31 províncias chinesas, oferecem subsídios para aqueles que corroboram com a tese da manipulação dos dados. Das 31, 28 tiveram crescimento superior a expansão total do país em 2011, ou seja, acima de 9,2%. Apenas Beijing, Shanghai e Zhejiang apresentaram númerOs inferiores.

Ma Jiantang, chefe do departamento nacional de estatísticas, reconheceu que os números do governo local são, em média, cerca de 10 % maior que o governo central. Segundo Ma, a principal razão do erro foi técnica: a dupla contagem de produção. Embora seja fácil de controlar as importações e exportações através das fronteiras nacionais, monitorar o fluxo de mercadorias através das fronteiras provinciais é efetivamente impossível. O resultado é que o valor de componentes feitos , por exemplo,em Guangdong e montados, em Hunan, num produto final, será contabilizado para ambas as províncias, ao invés de apenas Guangdong.

USP vai premiar os melhores professores


A Universidade de São Paulo (USP) vai premiar, a partir deste ano, os melhores professores da graduação com iPads, computadores e viagens. Os que acumularem mais pontos com base em critérios estabelecidos pela instituição receberão os prêmios. A opinião dos alunos e a produção didática vão pesar na escolha.

A premiação, aprovada nesta quinta-feira, 16, pelo Conselho de Graduação (CoG), vai se chamar Excelência em Docência de Graduação da USP e levará em conta seis macrocritérios: empatia com alunos, a partir de eleição entre os egressos de uma turma; produção intelectual, como autoria de livros didáticos e publicação de artigos sobre o ensino na graduação; atividades de orientação de trabalhos de conclusão de curso aprovados com louvor e de iniciação científica premiados; aplicação de disciplinas optativas livres; comprometimento institucional com a graduação, como a coordenação de turmas, áreas e cursos, além de outras atividades consideradas relevantes.
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BC coloca em audiência pública regras de Basileia III

O Banco Central (BC) anunciou que colocou em audiência pública por 90 dias as propostas para regulamentação das regras de Basileia III. O novo acordo, que regula o capital dos bancos, tem o propósito de evitar que futuras crises bancárias causem efeitos negativos sobre a economia real.

“As novas regras aprimoram a estrutura e os requerimentos de capital aplicáveis às instituições financeiras, conforme assumidos no âmbito do G-20”, informou o BC em nota.

De acordo com a autoridade reguladora, as novas recomendações têm como objetivo “aperfeiçoar a capacidade das instituições financeiras de absorver perdas vindas de choques do próprio sistema financeiro ou dos demais setores da economia, auxiliando a manutenção da estabilidade financeira e a promoção do crescimento econômico sustentável”.

A nova metodologia de apuração do Patrimônio de Referência (PR), dos requerimentos mínimos de manutenção de PR, nível I e capital principal, além da introdução do adicional de capital principal, estão detalhados no documento disponível do site do BC.

Fonte: Murilo Rodrigues Alves Valor Economico

Freakonomics, Fora de Série, O Homem que Mudou o Jogo

Para quem não gosta de carnaval o/ uma boa opção nesse feriadão... aliás, uma ÓTIMA atividade nesse feriadão é: colocar a leitura em dia.

Algumas dicas - livros de negócios mais vendidos segundo o The New York Times:
Malcolm Gladwell: Fora de Série (1º da lista) e O Ponto da Virada (4º);

Michael Lewis: Moneyball (2º) e Big Short- a jogada do século - os bastidores do colapso financeiro de 2008 (5º);

Suze Orman: The Money Class (3º);

Steven D. Levitt and Stephen J. Dubner: XXXX (4º) Nem vou escrever o nome do livro. Ele está sempre presente na lista de mais vendidos do The New York Times... Se você ainda não leu, essa é a hora!

Cliff Michaels: 4 Essentials of Entrepreneur Thinking (7º);

Daniel H. Pink: Motivação 3.0 (8º);

Atul Gawande: The Checklist Manifesto (9º);

Clark Howard: Clark Howard’s Living Large in Lean Times (10º).

E para quem não quer ler, ou quer um "a mais", deixo ainda outra dica: Moneyball virou película – e concorre a Oscar de melhor filme. O Homem que Mudou o Jogo está em cartaz nas principais salas de cinema do Brasil.


- Quando os números não fecham, você precisa mudar o jogo. -

19 Fevereiro 2012

Rir é o melhor remédio

A revista RollingStone Brazil decidiu fazer um comercial usando a canção Imagine, de John Lennon. A primeira manchete é "No Hell Bellow Us". Só o correto é "Below". Fonte: Aqui. Aqui, afirma que Lennon foi morto de novo, com a sugestão de pagar cem pratas e contratar um revisor.

Como era o celular em 1989



Fonte: Aqui

Enforcamento

Eis uma notícia interessante da Folha


O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Ari Pargendler, passou mal e teve de ser hospitalizado ao desembarcar na tarde desta quinta-feira (16) no aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, na Grande João Pessoa.

Ele foi socorrido por uma unidade do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado a um hospital particular da Unimed.

Conforme boletim médico divulgado pelo hospital, Parglender foi atendido às 13h59 com um "quadro de desconforto torácico associado a sudorese de início recente".

O ministro, que não cumpria agenda oficial, viajou com familiares para passar o Carnaval na cidade do Conde, balneário próximo à capital paraibana.


Presidente do STJ passa mal e é internado na PB - LUIZ CARLOS LIMA - Folha de S Paulo, 16 fev 2012 (quinta-feira)

Isto significa que o presidente viajou na manhã de quinta-feira, enforcando a quinta e sexta, véspera do carnaval.

18 Fevereiro 2012

Rir é o melhor remédio


Fonte: Malvados

Jersey, o paraíso sem medo


Excelente reportagem do Le Monde Diplomatique sobre a ilha de Jersey.


A quantia total dos fundos depositados na ilha, até hoje vinculada à Coroa britânica, seria superior a R$ 1,7 trilhão. O montante ainda é pequeno, mas em um contexto de concorrência desenfreada entre os 70 paraísos fiscais recenseados no mundo, Jersey está consolidando sua participação no mercado


– “Eliminar os paraísos fiscais? Sim, ouvi falar a respeito na BBC. Dizem que o presidente do seu país está muito invocado. Pois então, se você encontrar uma única pessoa por aqui que leve suas ameaças a sério, faça-me a gentileza, apresente-a para mim!”

Soltando gargalhadas em ritmo irregular, o homem de colarinho branco apaga o cigarro e entra apressadamente no edifício. Sobre o mármore da entrada, cerca de 50 placas douradas identificam os ocupantes desse prédio de escritórios: firmas de contabilidade, agentes de câmbio, advogados de negócios, administradores de sociedades de fachada…

A engenharia da evasão fiscal invadiu todo o litoral de Saint Helier. A capital de Jersey é um amontoado de concreto plantado em alto-mar e protegido por falésias que desaparecem em meio à névoa. Dos 90 mil habitantes da pequena ilha anglo-normanda, mais de 12 mil trabalham no setor das finanças, ou seja, um quarto da população ativa.

(...) Situados a apenas 20 quilômetros da orla francesa, os Estados de Jersey – a denominação oficial desse território é de “formalmente independente”, ainda que vinculado à Coroa britânica – gozam de um produto nacional bruto que, quando cotejado com o número de habitantes, faz deles o terceiro país mais rico do mundo, depois do Luxemburgo e das Bermudas. Segundo o analista americano Martin Sullivan, a quantia total dos fundos depositados na ilha seria superior, em 2006, a 500 bilhões de libras (cerca de R$ 1,7 trilhão) [1].

Vale reconhecer que esse montante é um pouco magro se comparado aos US$ 11,5 trilhões (R$ 26,2 trilhões) que possuem os homens mais ricos do planeta na totalidade dos paraísos fiscais (conhecidos como centros offshore) [2]. Mas Jersey tem tudo para ver a sua parte do bolo crescer: em meio a um contexto de concorrência desenfreada entre os cerca de 70 paraísos fiscais recenseados no mundo [3], está decidida a consolidar sua participação no mercado. Até o ano passado, cobrava das companhias estrangeiras uma taxa magnânima de 10% sobre os montantes depositados ali. Mas quando a ilha de Man, uma de suas rivais mais implacáveis, deu mostras de maior ousadia, suprimindo todo imposto sobre riquezas, Jersey decidiu fazer o mesmo. Dessa forma, abriu mão de exigir impostos das multinacionais, cobrando apenas das sociedades locais de serviços financeiros os encargos de 10%.

(...)“O centro de promoção do turismo dos bilionários”, como é chamado, vangloria-se de ter registrado a fundação de 24 shell companies entre fevereiro e outubro de 2008. Por mais que o desmoronamento das bolsas tenha manchado sua reputação e alterado seus rendimentos, os hedge funds parecem gostar de operar em Jersey.

(...)Em 2002, o FMI publicou um relatório felicitando Jersey pelo seu respeito “praticamente” irrepreensível pelas “normas internacionais em matéria de regulamentação financeira e de luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo”

Geoff Cook, um antigo diretor financeiro no banco HSBC, que se tornou recentemente o diretor-geral da Jersey Finance Limited, é conhecido por não ter papas na língua. Em 16 de setembro, em entrevista ao Jersey Evening Post, ele comemorou a falência do banco norte-americano Lehmann Brothers, à qual todas as bolsas mundiais estavam reagindo, no mesmo momento, com gritos de horror: “Sob muitos aspectos, foi uma coisa boa. Os jogadores fracos demais vão ter de abandonar a mesa e é precisamente disso que o sistema precisa para se libertar”.

Libertar-se, o sistema financeiro? “Está havendo um mal-entendido”, responde Cook, o chefão das relações públicas da ilha. “Em primeiro lugar, Jersey não é um paraíso fiscal, mas sim um território fiscalmente neutro, o que é muito diferente. Nós já assinamos acordos relativos a intercâmbios de informações com os Estados Unidos, a Alemanha e a Holanda, e estamos nos preparando para fazer o mesmo com os países nórdicos e a França. Isso significa que, caso um dos nossos parceiros suspeitar de que um cidadão esteja aplicando seu dinheiro em Jersey para fraudar o fisco, ele pode nos solicitar informações a respeito daquele caso específico. É claro, o pedido deve ser justificado. Todo cidadão tem direito a ter a sua intimidade preservada, tanto os nossos clientes como os outros. Mas, se nós consideramos que o caso é sério, então cooperamos sem problema”. Afinal, conforme nos disse Neil McMurray, “em Jersey, as finanças e a política pertencem a uma mesma profissão, a uma mesma carreira”.

Aliás, a comunidade internacional já estabeleceu essa distinção. Em 2002, a OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico) retirou Jersey – além de 26 outras virtuosas localidades de veraneio, tais como as Bahamas, as ilhas Cook, Gibraltar ou o Panamá – da sua lista de paraísos fiscais, que desde então não comporta mais do que cinco países.

No mesmo ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um relatório felicitando Jersey pelo seu respeito “praticamente” irrepreensível pelas “normas internacionais em matéria de regulamentação financeira e de luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo”.

“Apesar disso”, prossegue Geoff Cook, contrariado, “alguns continuam afirmando que, em nossa ilha, as finanças não estão regulamentadas. Ora, isso é absolutamente falso. Nós temos a nossa própria instância de regulamentação, a Jersey Financial Services Commission, que trabalha de maneira plenamente independente. Permitam-me ser absolutamente categórico: Jersey não encobre nem incentiva as práticas ilegais de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro, nem nunca procedeu dessa forma”, salienta.

Com orgulho, o responsável pelo marketing de Jersey se vangloria da simplicidade do imposto sobre a renda: 20% para todo mundo, exceto para os mais ricos, que se beneficiam de descontos proporcionais à sua fortuna

Até mesmo quando os prestadores de serviços da ilha não são franceses, eles não raro cultivam relações frutuosas com Paris. Esse é o caso da Pricewaterhouse Coopers e da Deloitte, dois gigantes multinacionais da auditoria e da contabilidade. Onipresentes na ilha graças ao seu alto grau de perícia em matéria de evasão fiscal, ambas têm como cliente o Estado francês, que lhes confiou os principais mercados de auditoria da Revisão Geral das Políticas Públicas (RGPP).

Além do mais, não se deve julgar apressadamente um sistema fiscal que é de fato pitoresco, mas incentiva o voluntariado. “É verdade”, admite Geoff Cook, “em Jersey, os ricos pagam menos impostos do que os pobres. Mas essa é uma diferença de cultura. No seu país, muitos pensam que os ricos são úteis apenas por causa dos impostos que pagam. Aqui, eles dispõem de outros meios para prestar serviços à coletividade, por exemplo, contribuindo com obras de caridade”.(...)